Você sabe que está ficando velho quando:
- Cházinho quente substitui a coca.
- Você não entende a piada da sua prima mais nova.
- Não sabe se o que você está ouvindo é música ou não.
- Não sabe se os artistas são homens ou mulheres.
- Refilmam aquele filme da sua infância.
- Refilmam outro filme da sua infância (e sua prima não sabe que é um remake).
- Gurias de menos de 18 passam de "ninfetas" para chave de cadeia.
- Os pokémons passam dos 500!
- Você lembra do tetris.
- Seu primeiro celular tinha a tela verde e pesava quase um quilo.
- O sono bate no meio da festa.
- E você dorme...
domingo, 29 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Duas décadas
Eu olho no espelho e ele diz:
-Você está mais velho meu amigo - ele balança a cabeça e sorri, meio cabisbaixo. - E sendo assim, creio que eu também estou.
Meu reflexo nunca foi muito bom para comemorar coisas; sempre meio soturno, saudoso de coisas que nunca de fato foram algo, a não ser, talvez, para ele. Não digo que eu o compreenda, mas partilho um pouco da dor que sente. Quando olho no espelho, eu imagino tudo aquilo que poderia ter sido, e me pergunto: "será que se eu deveria mudar algo? Eu continuaria sendo quem eu sou?"
Mas aí eu percebo: nada disso realmente me preocupa; o que de fato me aflige é pensar que eu deixaria de conhecer as pessoas de quem eu tanto gosto. Teorias dizem que eu nem notaria, tendo em vista que não as conheceria. Mas eu não quero.
Mesmo que eu seja um idiota, por mais que eu me afunde em autopiedade, ainda que tudo o que eu faça acabe em fracasso; eu não quero mudar, não me arrependo de ser quem eu sou e fazer o que eu faço. Sou fraco, bobo, tolo e irracional; um idiota ingênuo perdido numa realidade alienígena.
E eu olho para o meu reflexo e digo:
-Feliz aniversário, seu idiota!
-Você está mais velho meu amigo - ele balança a cabeça e sorri, meio cabisbaixo. - E sendo assim, creio que eu também estou.
Meu reflexo nunca foi muito bom para comemorar coisas; sempre meio soturno, saudoso de coisas que nunca de fato foram algo, a não ser, talvez, para ele. Não digo que eu o compreenda, mas partilho um pouco da dor que sente. Quando olho no espelho, eu imagino tudo aquilo que poderia ter sido, e me pergunto: "será que se eu deveria mudar algo? Eu continuaria sendo quem eu sou?"
Mas aí eu percebo: nada disso realmente me preocupa; o que de fato me aflige é pensar que eu deixaria de conhecer as pessoas de quem eu tanto gosto. Teorias dizem que eu nem notaria, tendo em vista que não as conheceria. Mas eu não quero.
Mesmo que eu seja um idiota, por mais que eu me afunde em autopiedade, ainda que tudo o que eu faça acabe em fracasso; eu não quero mudar, não me arrependo de ser quem eu sou e fazer o que eu faço. Sou fraco, bobo, tolo e irracional; um idiota ingênuo perdido numa realidade alienígena.
E eu olho para o meu reflexo e digo:
-Feliz aniversário, seu idiota!
domingo, 1 de agosto de 2010
Coisas da vida...
Já tentei escrever sobre tanta coisa nesse blog, mas realmente não consegui seguir em frente com nenhuma:
não gosto de escrever reviews casualmente, me parece meio forçado; não gosto de ficar reclamando da vida, sempre acho que é muito chato ter que ficar ouvindo os problemas de todo mundo, me sentiria hipócrita fazendo o mesmo com os outros; meus textos mais autorais eu deixo para publicar em http://diagressivo.wordpress.com/, acho que eles não combinam com o ar leve deste blog; por fim me sobra apenas comentar sobre minha vida, mas essa é uma biografia que eu mesmo não leria até o segundo capítulo.
Chegamos a conclusão - meu eu-lírico e eu - que dois blogs para um cara tão desinteressante quanto eu parece realmente um desperdício; meu eu-lírico, aliás, anda dizendo que eu deveria me aposentar, mas é melhor não escutar ele; o tipo de cara que, passa o tempo todo se perguntando se ele é uma frigideira num mundo de panelas não merece muito do meu respeito.
É, eu não gosto do meu eu-lírico, e ele não gosta muito de mim também. Como diria Kurt Vonnegut: "coisas da vida..."; fazer o que.
não gosto de escrever reviews casualmente, me parece meio forçado; não gosto de ficar reclamando da vida, sempre acho que é muito chato ter que ficar ouvindo os problemas de todo mundo, me sentiria hipócrita fazendo o mesmo com os outros; meus textos mais autorais eu deixo para publicar em http://diagressivo.wordpress.com/, acho que eles não combinam com o ar leve deste blog; por fim me sobra apenas comentar sobre minha vida, mas essa é uma biografia que eu mesmo não leria até o segundo capítulo.
Chegamos a conclusão - meu eu-lírico e eu - que dois blogs para um cara tão desinteressante quanto eu parece realmente um desperdício; meu eu-lírico, aliás, anda dizendo que eu deveria me aposentar, mas é melhor não escutar ele; o tipo de cara que, passa o tempo todo se perguntando se ele é uma frigideira num mundo de panelas não merece muito do meu respeito.
É, eu não gosto do meu eu-lírico, e ele não gosta muito de mim também. Como diria Kurt Vonnegut: "coisas da vida..."; fazer o que.
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